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terça-feira, 7 de março de 2017

Sol e nós, que somos gente bestial

Olá,
Como foi o vosso dia? O meu dia foi bestial, afinal lá dizia a música, nós somos gente bestial. O dia começou com as notícias, em dois pontos distintos. Fiquei triste com esta notícia do clima. Se nada for feito para diminuir o aquecimento global, o Árctico pode ficar sem gelo nos próximos cinquenta anos. Isto é terrível. O gelo do Árctico é essencial à sobrevivência de espécies e contribui para travar o aquecimento global ao reenviar a radiação solar para o espaço e impedir o calor do oceano de aquecer o ar. Se este espelho gigante de gelo for substituído pelo oceano azul, a radiação solar é absorvida, o que acelera as alterações climáticas.



Mas depois no lado oposto essa notícia magnifica do implante de um coração artificial. Mais ou menos, porque como explicou depois o cirurgião, não foi bem um coração artificial, que o coração é o mesmo, o que aconteceu foi  “(...) foi um sistema que consiste numa bomba, que aspira o sangue do ventrículo esquerdo do coração e o injecta na aorta”. O implante chama-se HeartMate 3 e é a terceira geração destes aparelhos.



Depois das notícias o almoço. Hoje o meu amigo Ricardo esteve por casa e ficou encarregue de fazer as brasas para os carapaus. O sol começa a chamar por estes petiscos assados na brasa e estavam bem bons, com uma batatinha cozida e o fabuloso molho à espanhola.


Depois de almoço fomos apanhar um pouco de sol na esplanada e beber um café. Divertidas, eu e a minha amiga Sandra. 


Com a Sandra e o Ricardo. São os paizões da minha afilhada Leonor. 


Como o dia esteve com um sol fantástico em Lisboa, ainda sobrou tempo para irmos todos ao parque e andei a brincar com a minha afilhada Leonor. 





Há coisa melhor que a alegria de uma criança?



Parece que a Primavera está a querer dar um ar da sua graça. O Renascer da vida. Um outro olhar para todo um novo mundo que sai do escuro Inverno. 


Divirtam-se 
Sejam Felizes
Beijinhos ❤

sábado, 22 de outubro de 2016

Jardins de Lisboa - Jardim de Henrique Lopes de Mendonça

Olá,

Que tal está a ser este fim-de-semana com chuvinha, em Lisboa? 
Mesmo com chuva podemos apreciar os Jardins de Lisboa. É grátis, e muitos estão recheados de história.

Hoje uma passagem no Jardim de Henrique Lopes de Mendonça/Praça José Fontana. 
Tanto para contar neste pequeno espaço arrumadinho entre o Liceu Camões, o Fórum Picoas e a Polícia Judiciária. 






Henrique Lopes de Mendonça, que dá nome ao jardim, foi o autor do nosso Hino Nacional. 


Monumento, executada pelo Engº. Vasco Lopes de Mendonça, segundo estudo do Arq. Raul    Lino, inaugurado, em 1970.


O nosso Hino Nacional "A Portuguesa" foi composto em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizado desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. 
Em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional. Isso veio a acontecer, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910.





Situado em frente ao Liceu Camões, o Jardim de Henrique Lopes de Mendonça, foi assim denominado em homenagem ao escritor, poeta e dramaturgo autor da letra do Hino Nacional 'A Portuguesa'.

É um Jardim com tanta história. Além da Homenagem ao autor do Hino. O jardim cruza-se com a Praça José Fontana. No local está um monumento de homenagem a José Fontana.





José Fontana, nasceu na Suiça em 1840/1 (há estas duas datas e confesso que não fui aprofundar, para poder dizer exactamente qual a correcta). Ainda muito jovem, veio para Portugal e fixou-se em Lisboa onde, em 1854, já aparece como relojoeiro. 
Destacou-se na luta pela melhoria das condições de vida e trabalho do operariado, promovendo o associativismo e o cooperativismo. 
Influenciado pelas ideias de Bakunine, em 1872 redigiu os estatutos da Associação Fraternidade Operária, organismo que impulsionou o movimento operário português e que, mais tarde, daria origem ao Partido Socialista Português.




Com apenas 35 anos de idade, era sócio-gerente da Livraria Bertrand, onde tinha começado a sua vida profissional como empregado em meados da década de 1860.
Entre 1977 e Junho de 2008 o Partido Socialista teve uma instituição denominada Fundação José Fontana cujo objectivo era promover o desenvolvimento do associativismo e do sindicalismo e em particular à formação de quadros sindicais. Aliás a Fundação José Fontana foi o embrião da UGT, que teria o seu primeiro congresso na cidade do Porto, em Janeiro de 1979.
José Fontana, com tuberculose, suicidou-se em 1876…
Além de Lisboa José Fontana tem ainda o seu nome em várias ruas e praças, nomeadamente em Oeiras, Cascais, Loures, Almada, Moita, Setúbal e Sintra.

Como vos disse. Tanta história num espaço tão pequeno.
A visitar este jardim de Lisboa, que tem uma esplanada ao pé do coreto onde se pode tomar um belo café. 





Bom resto de sábado

Bejinhos