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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Imposto sobre os sonhos, perdão SCUT

Olá
Que tal foi a vossa segunda-feira? O meu dia começou devagarinho, a trabalhar, e foi correndo. Acabou num café com uma amiga, que bem precisava depois de passar pelas Finanças.
Mais uma das minhas histórias. As finanças enviaram-me uma carta para pagar 320€ de uma multa de passagem numa SCUT. Pormenores querem? Cá vão eles.
A passagem ocorreu há....tcharam... 4 anos. Isso mesmo. Numa altura em que ainda se discutia se pagavam ou não pagavam as malditas SCUT e calhou-me a mim este petisco.
Barafusto, protesto e digo nas finanças, sei lá eu se passei há quatro anos nesse dia aí, nem me lembro o que almocei ontem, quanto mais onde passei há quatro atrás. Alem disso, barafusto eu, não recebi nada para pagar, como me apresentam isso agora com juros de mora e afins? A senhora das finanças (simpática, okey, não era um mono, era mesmo querida) abriu o processo e viu que estava um registo assinado. Agora adivinhem. Foi assinado pela minha falecida mãe, que nunca mo entregou. E eu disse, mas não fui que assinei, como é possível?
Bem é o que temos nesta coisa que insistimos em chamar de país. imaginem que um vizinho qualquer recebe o registo e por maldade, porque sei lá não gosta de nós, nunca nos dá. Qualquer pessoa, pelos vistos, pode assinar uma coisa que não é para si. Se é uma coisa importante estamos tramados. E agora, fazer o quê? O Estado, esse justiceiro, que proíbe a EDP, GALP e afins de cobrarem dividas/facturas com mais de um ano, mas,  ele próprio, o belo, e Justiceiro Estado, cobra até com quatro.
Ah, lembram-se daquela história daquele funcionário dos 500 euros em nove anos? Eu ainda tentei, ainda perguntei nas Finanças se me era permitido pagar essa divida assim, uma vez que o tribunal aprova um pagamento de 500€ de um empresa a um privado em nove anos. Mas, não, nada disso que a justiça não funciona de igual forma para todos. Divida minha para com o estado tem de ser paga, no máximo dos máximos em 12 meses. O Estado, esse justiceiro, que faz as leis, esse mesmo estado, porém, permite que uma empresa leve NOVE anos a pagar 500 euros a um pobre desgraçado que não tem onde cair morto.
Super. Super. Adoro mesmo este sistema. Claro que depois disto só mesmo um café num sitio agradável para descomprimir.




Tão agradável este café por trás das finanças de Benfica.




E conversa daqui, conversa dali, entre uma delicia de leite e um café, eu e a minha amiga Sandra concluímos que... sonhar qualquer dia paga imposto.




Dizia eu para a Sandra.
- Opá :-) para já ainda é de borla, mas é melhor termos cuidado que com a necessidade que o estado anda de cobrar dividas e de fazer dinheiro, mais dia menos dia, cobra-nos os sonhos.
e diz ela.
- Oh Carla, imagina, tu tem cuidado se comentas que sonhaste que ficaste milionária, vem o estado e diz-te logo. Passe para cá metade do seu sonho.
ahahah pronto conversa de amigas, e rimos e foi bom para descomprimir, depois da passagem pelas finanças. Descomprimi, mas não me safo de pagar isto.
Mas depois disso ainda me ri mais, ao perceber que agora os sinais de trânsito em Lisboa, são do Sporting.




ahahah será sinal de que o Sporting está num beco sem saída? ai, ai Jesus, ahahah Enfim.

Divirtam-se

Beijinhos



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Dividas, empresas, justiça portuguesa

Olá Bom dia

Neste início de semana, uma história que me está a deixar chocada. 
Uma carta de uma empresa (se é que se pode chamar empresa a esta coisa) para uma ex-funcionária.
A então funcionária da empresa foi dispensada no final de ano e meio de contrato, pelo que tem a receber, indemnização pela não renovação do mesmo e respectivas compensações de subsídio de Natal, férias e afins. Na ordem do tribunal o valor que é aprovado como divida da empresa à ex-funcionária é de mais de dois mil euros.
A empresa, na sua infinita bondade, escreveu então à ex-funcionária, após a aprovação de um 2º PER (leram bem, segundo PER)) a pedir à ex-funcionária que lhe enviasse o NIB para pagar o que lhe devia.
A ex-funcionária enviou a carta com o NIB para a empresa e questionou a mesma sobre o quanto, como e quando pensavam pagar.
A resposta é esta que podem ler num excerto da carta. A empresa diz que só lhe deve o subsídio de Natal, e que vai pagar o mesmo em 9 anos (NOVE ANOS A 4,68€ POR MÊS)




Várias perguntas me toldam a mente nesta fase e perante isto.
A empresa diz que o pagamento desse valor é com base na aprovação do PER, mas o aprovado em tribunal não é esse valor. 
- Qual é o juiz que aprova um SEGUNDO PER e aceita que uma empresa fique a pagar durante NOVE anos um valor de 500 euros. 
- Qual a viabilidade de uma empresa que não tem esse valor para pagar de uma vez a um ex-funcionário. 
- Como se viabiliza um PER a uma empresa deste género.
- Será que houve mesmo um juiz que aprovou uma coisa destas?

Mas que estranha justiça é esta? Onde? Com quem? Para quem? 


   (foto: net)

A ex-funcionária não tem como pagar custas de um processo em tribunal, nem advogados, pelo que, se a segurança social recusar um advogado que já foi pedido, a ex-funcionária, riquíssima graças ao ordenado mínimo que recebeu durante o ano e meio que trabalhou para aquela empresa, não vai ver um tostão, ou melhor, vai ver 500 euros distribuídos por NOVE anos.
Assim vamos Portugal.

Nota: Os nomes e moradas de empresa e ex-funcionária foram, para já, ocultados, aguardando uma solução. 

Bom dia a todos
Boa semana
Beijinhos